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Quinta-feira, Julho 26, 2007


[Loteando a estrelinha cor-de-rosa]


Ahn.. deixa ver..
Quando uma relação de 'amizade' termina, por ciúme, egoísmo, falta de tolerância, paciência, imaturidade, miolos moídos ou pura estupidez, a gente deve lamentar?
Será que eu lamento?
A verdade é que nesse momento eu não sinto. Não sinto muito, não sinto remorso, não sinto pesar.. como diz aquele moço genial: socorro, não estou sentindo nada.
Será que era mesmo amizade?
Eu pensei que fosse. Tornei-me inclusive uma pessoa melhor por acreditar nisso.
Bom, então valeu. E chega.
Hoje vejo os meus amigos, que passam por aqui, que foram para longe, mas estão sempre presentes, que ligam e declaram a saudade que sentem, que são leves e coerentes, que se preocupam com a minha alegria, com a minha dor - e eu, igualmente - sem ligar o ser ao ter, ao esperar, ao retorno que for. Amigos, né? Esses são os amigos. Os que riem com você, que te escutam, desabafam, abrem suas vidas sem receios, que roncam, peidam e choram, (quase) tudo na tua frente e sem qualquer preocupação com julgamentos, sem quaisquer restrições de sentimentos. Amigos. Os da mesma espécie, os que abanam o rabo, os que roem os fios embaralhados das ilusões, os que te pariram e os que partiram.
Será que era mesmo amizade?
Será que perdi o amigo, ou a ilusão do melhor amigo? A mesma que nos engana com o grande amor, o emprego ideal e a família perfeita? Sacana ilusão que me impediu por tempos de reconhecer o falível como possível e ter um milhão de amigos.
Pois tenho dito, que minha estrela foi loteada e tomada de boa energia. E, a partir de hoje, estará lotada: em cada ponta, um amigo. Dentro dela, outra porção.
Sim, é possível. Que sejam todos muito bem-vindos.

Haze 7:22 PM
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Quarta-feira, Julho 18, 2007


[Sobre trabalhar dentro de empresas]


Mariana, por favor (será que teve por favor?), peça aos representantes por e-mail o nome dos divulgadores novos para que os australianos confeccionem seus crachás de congressos.
Hein? Escutei direito? Eu, pedir nome de divulgador pra fazer crachá? Tenho cara de secretária? Por que não pede vo...
Tsc.. ok, ok. Eu pido, bor que dão..? To fazendo nada memo, né? NADA.


----- Original Message -----
From: Haze
To: Representantes acéfalos da empresa
Sent: Algum dia de Abril, 2007 9:30 PM
Subject: Mas será o Benedito?


Prezados Representantes, espero que estejam todos bem e vendendo lindamente.


O motivo do meu contato coletivo é para solicitar o nome completo de seus novos divulgadores (se é que eles já existem). Vamos providenciar os crachás plásticos e permanentes de identificação de cada um deles, para que possam participar de todas as aulas, cursos e eventos da empresa sem necessidade de utilizarem camisetas, crachás feiosos de papel e adesivos de identificação colados na testa.
Necessito dessa informação até o dia 05/04, quinta-feira, para solicitar a tempo a confecção dos badges para a Austrália, o que não será problema para nenhum de vocês, visto que essa é uma tarefa tão simples quanto soltar um pum.
A falta de retorno com a info solicitada me fará supor que o divulgador da região ainda não foi contratado; portanto peço, por favor, para que me encaminhem o nome do(a) respectivo(a) assim que a contratação for efetuada, mas apenas se tal tarefa não fizer gangrenar e cair um de seus braços, assim poderei solicitar a confecção do seu crachá para os nossos colegas bochechudos do outro lado do mundo.

Obrigada pela atenção e muito cuidado na rua com os cangurus esquizofrênicos que bebem steinhagen.

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Obviamente, ninguém me respondeu.
E eu, definitivamente, não sirvo pra essa vida.


Interna, dotô, interna!

Haze 2:44 PM
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Quarta-feira, Julho 04, 2007


[Seja lá onde for]


Eu preciso dizer que admiro muito o teu ser.
Mesmo que diga não ter idéia do que seja – são tantos os disfarces, mas a quem queremos enganar, não é mesmo?
Pois eu te digo, para que não se - me - nos confunda mais:
Você é uma dependente ilusória e uma independente inata.
Não abre mão de fazer o que bem (ou mal) entende e, se escolhe outro caminho, supostamente contrário ao teu desejo, é porque de algum modo obterá um bom (ou mau) proveito.
Portanto, o teu depender é apenas uma forma de se alimentar de benefícios.
E a tua vontade é o que impera em qualquer circunstância.
A tua vontade é uma catástrofe, é verdade, mas você jamais fará o que não quer.
Parabéns, isso é mais do que sobreviver.

Um dia eu chego lá.
Esteja você lá ou não.
Não é assim que funciona?


Eu vou, eu vou... ops, peidei.

Haze 4:50 PM
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